
Ingrid Betancourt contou em uma entrevista transmitida nesta sexta-feira (4) que permaneceu acorrentada 24 horas por dia durante três anos, e que em alguns momentos era submetida a maus-tratos, mas que apesar de tudo tentou “viver com dignidade”.
“Tentava carregar as correntes e viver com dignidade, mas às vezes me dava conta de que era insuportável”, disse Betancourt em entrevista para a emissora de rádio francesa Europe 1, pouco antes de deixar a Colômbia com destino a França, onde deve chegar na tarde desta sexta-feira.
“Senti que existe a tentação de se abandonar a comportamentos demoníacos (…); acredito que é preciso conservar uma grande espiritualidade para não cair no abismo”, disse a ex-refém. “Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos”, acrescentou.
Perguntada sobre as humilhações às quais foi submetida, respondeu que “havia momentos de maus-tratos”, e disse que o tratamento que recebia dos guerrilheiros “era variável” e que “sabia que em qualquer momento esse lado cruel podia surgir”.


